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Se tem um setor que é determinante para garantir a qualidade de tudo o que é servido nos restaurantes, lanchonetes e food services em geral esse setor é o de logística.

É a logística a responsável por fazer o produto sair das mãos do fornecedor e chegar íntegro e em perfeitas condições ao restaurante. Ela é a responsável pelo processo de armazenamento e de estocagem de todos os produtos, fazendo com que eles permaneçam em perfeitas condições de uso e consumo. Ou seja, a logística de alimentos é uma área estratégica no empreendimento.

Por esse motivo, ela merece toda a nossa atenção e cuidado! Qualquer falha no processo logístico pode comprometer todo o trabalho realizado na cozinha do estabelecimento, no fluxo de produtividade e, o mais grave, na satisfação do cliente.

No post de hoje, vamos falar sobre a importância da logística de alimentos no mercado de alimentação. Você vai aprender a otimizar os processos logísticos do seu negócio para melhorar a conservação dos produtos, algo necessário para conquistar a qualidade das refeições e a segurança alimentar do seu negócio. Aproveite as dicas!

Transporte 

No processo de logística de alimentos, o transporte é de extrema importância. Ele é o responsável por fazer a ligação entre o fornecedor e o restaurante ou food service.

Para gerar resultados positivos ao negócio, o transporte precisa cumprir alguns requisitos essenciais, como a acomodação adequada dos alimentos, ou seja, o modo como eles são organizados para formar a carga.

Já imaginou receber os tomates amassados? Um mix de produtos congelados começando a derreter? Ou receber aquele enlatado tipo exportação danificado? Terrível imaginar esse cenário, não é mesmo?

O transporte inadequado pode estragar os produtos e, consequentemente, comprometer a qualidade dos pratos que compõem o cardápio do estabelecimento. É interessante, então, que o gestor ou o empreendedor acompanhe bem de perto as questões relacionadas com o transporte envolvendo a logística de alimentos.

Estrada 

No processo de logística de alimentos, a parte dedicada ao transporte precisa ser criteriosamente avaliada. Até mesmo o trajeto deve ser analisado. Em nosso país, as péssimas condições das estradas comprometem o transporte de produtos mais frágeis, principalmente os hortifrutigranjeiros frescos.

Temperatura e condições do veículo 

Durante o trajeto também é preciso avaliar as condições de temperatura. Produtos congelados demandam um controle minucioso até mesmo por questões de segurança alimentar, para não proliferar micro-organismos nocivos á saúde.

As condições do veículo precisam ser bem avaliadas também no aspecto da higiene e controle de odores.

Recebimento da carga 

No estabelecimento, toda a equipe precisa ser esclarecida sobre a importância do recebimento dos produtos transportados. Eles devem estar em perfeitas condições. No caso de congelados, por exemplo, os alimentos não podem estar em processo de degelo. Frutas, verduras e legumes precisam estar íntegros, sem avarias. Enlatados não podem ter amassados e muito menos estufamentos na superfície.

Embalagem 

Na logística de alimentos, o tipo de embalagem usada na distribuição é um dos primeiros fatores a serem considerados. Além do tipo de caixa ou de pacote em que os produtos são colocados, é preciso também investir em contentores ou em contêineres para fazer uma armazenagem adequada tanto no veículo de transporte quanto no estoque.

A embalagem dos produtos tem as seguintes funções:

  • primária: é a embalagem que fica em contato com o alimento;
  • secundária: é a embalagem que envolve a primária, como uma caixa pequena;
  • terciária: é a que reúne as secundárias de forma mais compactada, tipo um contentor;
  • quaternária: é o palete usado para formar a carga no veículo de transporte;
  • quinária: um contêiner utilizado para o transporte.

Armazenagem 

Assim como o transporte, a armazenagem dos produtos e alimentos também precisa seguir rígidos padrões logísticos para garantir o padrão de qualidade e a segurança sanitária dentro do estabelecimento. O manuseio no processo de estocagem requer cuidados para não danificar os produtos nem as embalagens.

No estoque, a distribuição e a organização dos produtos faz toda diferença. Vamos explicar o porquê.

Organização do estoque 

Caixas empilhadas de forma inadequada podem fazer com que os produtos amassem entre si. Além disso, prejudicam a ventilação entre, podendo ocasionar o aparecimento de mofo. Outra questão nesse item é a organização na disposição dos produtos de modo a economizar espaço dentro do estoque.

A mercadoria precisa ser disposta nesse espaço de modo que os funcionários consigam controlar qual produto deve ser consumido primeiro. Organize bem a logística de alimentos na armazenagem para que os produtos sejam consumidos dentro do prazo de validade, evitando desperdícios e perdas desnecessárias. Lembre-se de que o primeiro a vencer é o primeiro a ser usado. Fica a dica!

Instalações físicas 

No estoque, as instalações físicas precisam estar em perfeita manutenção e controle. As temperaturas nesse espaço precisam ser minuciosamente monitoradas, tanto para os refrigerados quanto para os produtos que devem ficar em temperatura ambiente.

Certifique-se de que o local é fresco, ao abrigo da luz, e bem ventilado. Verifique periodicamente se não há infiltrações e manchas de mofo. A limpeza deve ser rigorosa para não favorecer o surgimento de pragas. Fique atento a essas questões!

Estoque de refrigerados 

Faça um acompanhamento periódico dos equipamentos em que os alimentos resfriados ficam armazenados. Há refrigeradores para manter produtos resfriados e há também os que mantêm os alimentos ultracongelados. Uma falha nesse processo compromete os insumos.

Dicas para melhorar a logística de alimentos do seu estabelecimento 

Tendo entendido as questões que envolvem a logística de alimentos citadas acima fica mais fácil desenvolver práticas que aprimorem esse processo em seu estabelecimento. Separamos aqui algumas dicas para seu negócio ganhar na gestão logística. Acompanhe!

1. Faça o mapeamento e a organização dos processos

É de extrema importância que o gestor do empreendimento tenha clareza de todos os processos e etapas envolvendo a logística de alimentos do seu negócio. Sem isso, ele corre o risco de perder em termos de prazo e custos. O ideal é mapear de onde vêm os alimentos, o prazo que demora para o fornecedor entregar os produtos, a rota, o tempo que aquela entrega dura no estoque etc.

2. Desenvolva a aplicação de ações preventivas

Um checklist é essencial para evitar contratempos e prevenir problemas de percurso. Os itens mais importante a serem verificados são:

  • envio da mercadoria pelo fornecedor na data prevista;
  • condições do veículo;
  • estado da carga, principalmente no quesito temperatura;
  • descarregamento da mercadoria em condições favoráveis;
  • acomodação da carga dentro do estoque ou nas câmaras que conservem a temperatura.

3. Use o código de barras para facilitar o controle

O código de barras é um procedimento excelente e que traz muita agilidade para o processo de identificação e separação das mercadorias que chegam ao seu estabelecimento. É ele quem vai carregar informações de cada produto estocado: data de fabricação, lote, nome do fornecedor, validade etc. 

Ele pode ser gerado por meio de um software interligado ao programa de gestão do negócio. Além disso, é bom lembrar que o código de barras permite que os produtos estejam em conformidade com os padrões estabelecidos pela legislação, adequando o produto também no mercado internacional. O código de barra do tipo EAN-13, com 13 dígitos, é universal.

Nunca se esqueça que a eficiência na logística de alimentos passa pela utilização do código de barras! 

4. Contrate profissionais especializados

A contratação de profissionais treinados é algo importante. Eles saberão lidar com a mercadoria de forma adequada, evitando avarias no carregamento e na descarga. Dessa forma, é possível prevenir muitas perdas e ainda minimizar os riscos, otimizando cada vez mais a logística de alimentos do seu estabelecimento.

A logística de alimentos perecíveis 

Quando o assunto é logística de alimentos, os fornecedores e os operadores logísticos sabem bem que gerenciar esse processo não é tarefa fácil. Quando se trata de alimentos perecíveis, então, o quadro se complica ainda mais.

Como vimos, as dificuldades no transporte de alimentos se referem às intempéries climáticas, às estradas precárias, entre outros fatores. Em função disso, o tipo de embalagem escolhida para abrigar o alimento é algo que faz toda a diferença. A contratação de mão de obra especializada também é uma atitude acertada. 

O que achou dessas orientações? Você sabia que a logística de alimentos é algo tão fundamental para o negócio? Compartilhe esse post em suas redes sociais para que seus fornecedores também fiquem atentos às especificidades do transporte de alimentos.

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