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Nos últimos anos, nos deparamos com um boom de restaurantes fast food. A “comida rápida” caiu no gosto de muitas pessoas, principalmente por cumprir o que propõe: um lanchinho rápido, que faz com que as pessoas gastem menos tempo comendo e tenham mais tempo para outras atividades.

Agora, na contramão, surgiu um novo movimento que vem se consolidando como uma forte tendência, o chamado slow food. Alguma vez já ouviu falar sobre ele? Quer saber do que se trata e quais são seus benefícios? Então, continue com a gente e confira agora mesmo!

O que é slow food e como surgiu esse conceito?

Slow food é a “comida devagar”. Esse movimento gira em torno de fazer as pessoas comerem de forma mais consciente, prazerosa e com mais qualidade. Vale destacar que ele não impõe um estilo de vida vegano ou vegetariano — apesar de terem valores semelhantes.

A ideia do slow food é ir ao fluxo contrário das fast foods e isso diz respeito à velocidade com que fazemos nossas refeições e à qualidade do que colocamos no prato. Em outras palavras, está muito ligada à relação que nós temos com a comida.

Dessa forma, nos tornamos conscientes de que comer vai além de uma necessidade fisiológica. Trata-se de algo que envolve nossos sentidos, muitas culturas e histórias e a criação de um momento especial — seja sozinhos ou em companhia de pessoas queridas.

Quais são os pilares desse movimento?

O princípio mais básico do slow food está voltado para alcançar o prazer com a alimentação. Para isso, utiliza-se produtos:

  • de qualidade especial;
  • artesanais;
  • orgânicos;
  • produzidos em processos que respeitam o meio ambiente.

Os três pilares dese movimento envolvem: bom, limpo e justo. Vamos conhecê-los?

Alimentos bons

Tratam-se de alimentos que têm suas propriedades nutricionais mantidas pelos métodos de processamento ou produção.

Alimentos limpos

São os alimentos que contam com um processo produtivo que gera o menor impacto possível no ambiente e na saúde dos consumidores.

Alimentos justos

São alimentos que se baseiam no respeito pelos produtores (suas condições de trabalho e seus direitos). Esse pilar estimula os consumidores a se tornarem mais responsáveis pelos alimentos que adquirem, se informando sobre a origem e a produção deles.

Quais benefícios ele pode proporcionar para o corpo humano?

Com a proposta do slow food, a nossa relação com a comida e o momento dedicado para realizar as refeições muda completamente. Como grande parte do movimento preza pela preparação dos alimentos e a valorização dos alimentos frescos, o ato de comer acontece com calma (a premissa principal do slow) e com mais prazer.

Com isso, passamos a escolher melhor tudo o que comemos, prestamos mais atenção à nossa fome e paramos de comer quando nos sentimos saciados. Assim, além de melhorar a sua saúde, como bônus você ainda perde uns quilinhos.

Outro ponto que vale a pena citar é a melhoria nas relações interpessoais. Com o slow food, espera-se que as refeições sejam compartilhadas com os entes queridos, tornando o momento ainda mais especial. Tudo isso contribui para reduzir os níveis de estresse e aumentar a qualidade de vida de todos os envolvidos.

Benefícios para a sociedade

A ideia do alimento justo faz com que os pequenos produtores locais sejam mais valorizados no mercado. Isso fortalece a economia local e ainda ajuda várias outras famílias.

Como colocá-lo em prática?

Agora que você já sabe o que é e como funciona, vamos entender como colocar esse movimento em prática? 

Entenda a filosofia

O slow food está ligado à qualidade de vida, ao consumo responsável e ao prazer gastronômico. Ou seja, é algo que vai além da comida e o ato de fazer uma refeição mais devagar.

Sem entender essa filosofia, dificilmente se conseguirá fazer parte do movimento e colocar todo o conceito em prática em seu negócio e na sua vida.

Faça parcerias com empresas que seguem a mesma linha

Apesar de ainda não existirem grupos específicos dessa filosofia aqui no Brasil, a ideia é que se forme uma cadeia com empresários, fornecedores, consumidores e outras instituições em prol do movimento.

Logo, é importante que você esteja inserido nesse contexto da mudança, rodeado de pessoa que partilham o mesmo pensamento.

Apesar de o foco estar mais voltado para alimentos naturais e orgânicos, é importante saber que produtos congelados também podem fazer parte do slow food. Ao escolher um fornecedor adequado, que se preocupa com o preparo desses alimentos, você pode aliar a praticidade ao sabor de comidinha feita em casa.

Escolha bem seus fornecedores

O preço é um dos fatores de maior peso na hora de fechar uma negociação. Mas outro igualmente importante é a qualidade do que se adquire. Dentro do movimento do slow food, é preciso buscar por fornecedores que valorizem essa corrente e entreguem produtos preparados com carinho.

Não se esqueça dos alimentos orgânicos

É praticamente impossível pensar em slow food sem utilizar alimentos orgânicos. Por isso, é tão importante favorecer os pequenos produtores.

Faça o seu próprio cultivo

Já pensou em ter uma hortinha com alguns temperos que podem ser colhidos no momento do preparo dos alimentos? Essa é uma forma de estar ainda mais perto da natureza e de fazer parte do movimento.

A filosofia do slow food vai totalmente na contramão dos dias que vivemos atualmente: corridos e com pouco tempo para apreciar as coisas mais simples, como um belo prato de comida e a convivência com os amigos e familiares.. 

Trata-se de um movimento bonito, que nos ajuda a criar maior conexão com os alimentos e com os momentos que separamos para comer — isso sem contar na melhora da relação com as pessoas que nos cercam e com o que ingerimos e colocamos no nosso organismo. Não é à toa que esse estilo de se nutrir vem arrebatando adeptos em todo o mundo.

O que achou deste artigo? Você já conhece ou coloca em prática o slow food? Tem alguma observação a fazer sobre o assunto? Utilize o espaço de comentários para expor suas dúvidas e opiniões e participe da conversa!

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